"Todos já ouviram uma música e identificaram-se. Ao me deparar com essa situação, comecei a analisar o quanto uma música pode influenciar nosso pensamento. Uma melodia acompanhada de uma letra, a qual, de maneira inexplicável, parece descrever tudo que sentimos, nos encanta. Comove-nos o fato de alguém que jamais se quer soubera de nossa existência escrever algo que temos a impressão de ter sido tirado da nossa própria mente.
Foi aí que encontrei a influência da sonora:
A música que me atingiu diz: "Quanto talento pra discutir em vão. Será tão frágil nossa ligação? Não tem que ser assim, tanto desencontro mágoa e dor. Pra que que a gente tem que se arriscar? Então volta pra mim, deixa o tempo curar esse estranho jeito de amar". Talvez seja um pouco óbvia, e comum. Mas ao me flagrar pensando que esse trecho, simplesmente, fora feito para mim, vi o enorme equívoco que cometi. Comparando a depressiva letra admirada por mim com o meu sentimento real, descobri uma diferença incalculável.
É notório que tenho uma paixão, e a quero de volta. Também é verídico que essa paixão tem um "estranho jeito de (me) amar". Porém, a questão de maior importância levantada pelo compositor não condiz com a minha realidade. Não tenho a intenção de "deixar o tempo curar". Pelo menos, não ao meu lado. Não aceito o seu "estranho jeito de amar" e foi escolha minha estar sem ele, exatamente por esse motivo.
Onde está a influência? Simples. Antes de avaliar a situação, me peguei pensando na música e conseqüentemente na possibilidade de voltar e aceitar suas condições. Incoerente, eu sei. Mas a paixão é cega, e qualquer frase que nos soa nos faz esquecer o que passamos e o que sentimos ao passar. Uma canção agradável somada ao sentimento irracional instiga qualquer coração apaixonado. É aí que está a influência, quando somos dominados pela impulsão, e assim, contrariamos nosso pensamento racional".
Escrito em 25 de outubro de 2007.
Um comentário:
Paulinha, essas coisas, que acontecem em nossas vidas, realmente nos instigam a agir de forma meio estupidamente incoerente. Mas se não fosse assim, pense bem, qual seria a graça? O brinquedo mais visitado dos parques não é justamente aquele que causa mais emoção? O que causa mais dor? Aquele que parece dar ânsia só de olhar? Os relacionamentos também são assim. A gente busca as dores deles buscando por fim aquele "nirvana" que só quem provou sentiu.
É isso aí querida. Viva!
Bjosss ;D
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