sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Devaneios e conclusões

Aulas, ensaios, provas, trabalhos, noites em claro. A descoberta de Platão se encaixa nesse contexto, causando reviravoltas e transmutações de idéias. Interligando conhecimento e vivência passados a revelações recém expostas aparece a ignorância. Esta provoca insegurança.
Decisões a ser tomadas numa luta contra o tempo, e a indecisão dominante impede suas realizações. A euforia é inimiga. Os conselhos são inúteis. E a busca pelo correto cessa ao perceber sua inexistência. Sendo assim, não há do que temer. A dúvida é necessária e imortal. Mas, também o são o ideal de sua extinção, independente da certeza de que ela nunca morrerá.

Dança, libertação

A dança alimenta minha alma. Me liberta de todo o mal. Daí o motivo da persistência e doação do meu corpo a essa iluminada arte desde os meus primórdios.
Limitações, barreiras e desencantos presenciaram esta cronologia. Mas nada que o prazer emitido pelo movimento corpóreo não superasse. Não vou mentir, já pensei em renunciar. Não foram uma, duas, foram várias vezes que cheguei perto de me entregar. Me entregar ao fácil e triste, ao cômodo e melancólico, ao comum e vago. E hoje, por ter aprendido a questionar, percebi que a satisfação não está no olhar dos outros, e sim na sensação conquistada por mim e na conotação dos sentimentos mais profundos adquiridos com a execussão da arte da dança...
Raça Cia de Dança. Caminho da Seda. Festival de Dança Joinville 2005

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