sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Devaneios e conclusões

Aulas, ensaios, provas, trabalhos, noites em claro. A descoberta de Platão se encaixa nesse contexto, causando reviravoltas e transmutações de idéias. Interligando conhecimento e vivência passados a revelações recém expostas aparece a ignorância. Esta provoca insegurança.
Decisões a ser tomadas numa luta contra o tempo, e a indecisão dominante impede suas realizações. A euforia é inimiga. Os conselhos são inúteis. E a busca pelo correto cessa ao perceber sua inexistência. Sendo assim, não há do que temer. A dúvida é necessária e imortal. Mas, também o são o ideal de sua extinção, independente da certeza de que ela nunca morrerá.

Dança, libertação

A dança alimenta minha alma. Me liberta de todo o mal. Daí o motivo da persistência e doação do meu corpo a essa iluminada arte desde os meus primórdios.
Limitações, barreiras e desencantos presenciaram esta cronologia. Mas nada que o prazer emitido pelo movimento corpóreo não superasse. Não vou mentir, já pensei em renunciar. Não foram uma, duas, foram várias vezes que cheguei perto de me entregar. Me entregar ao fácil e triste, ao cômodo e melancólico, ao comum e vago. E hoje, por ter aprendido a questionar, percebi que a satisfação não está no olhar dos outros, e sim na sensação conquistada por mim e na conotação dos sentimentos mais profundos adquiridos com a execussão da arte da dança...
Raça Cia de Dança. Caminho da Seda. Festival de Dança Joinville 2005

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Tive um sonho ruim =/

"Bens a Deus que você apareceu.

Tive um sonho ruim.. vi você me deixar.. tava meio sem jeito de falar..
Sabe dar tudo que eu quero..

Você me trouxe a paz!"


É, eu gosto de Jeito Moleque e realmente tive um sonho.
Pra bom entendedor meia palavra basta. ;*

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Um dia você aprende!

Um dia você aprende que..

Não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam. E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando, e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
Aprende que paciência requer muita prática.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Nossas dúvidas são traidoras, e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar!



Alguns trechos do texto Um dia você aprende de William Shakespeare.


Aprendizados com grande significado. Alguns deles ainda não consegui exercer, apesar de ter certeza que devo seguir o sábio.

Mas, como diz uma professora, o saber nos torna livres.


E o aprendizado continua, e nunca vai parar..


quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Influência sonora no pensamento.

"Todos já ouviram uma música e identificaram-se. Ao me deparar com essa situação, comecei a analisar o quanto uma música pode influenciar nosso pensamento. Uma melodia acompanhada de uma letra, a qual, de maneira inexplicável, parece descrever tudo que sentimos, nos encanta. Comove-nos o fato de alguém que jamais se quer soubera de nossa existência escrever algo que temos a impressão de ter sido tirado da nossa própria mente.
Foi aí que encontrei a influência da sonora:
A música que me atingiu diz: "Quanto talento pra discutir em vão. Será tão frágil nossa ligação? Não tem que ser assim, tanto desencontro mágoa e dor. Pra que que a gente tem que se arriscar? Então volta pra mim, deixa o tempo curar esse estranho jeito de amar". Talvez seja um pouco óbvia, e comum. Mas ao me flagrar pensando que esse trecho, simplesmente, fora feito para mim, vi o enorme equívoco que cometi. Comparando a depressiva letra admirada por mim com o meu sentimento real, descobri uma diferença incalculável.
É notório que tenho uma paixão, e a quero de volta. Também é verídico que essa paixão tem um "estranho jeito de (me) amar". Porém, a questão de maior importância levantada pelo compositor não condiz com a minha realidade. Não tenho a intenção de "deixar o tempo curar". Pelo menos, não ao meu lado. Não aceito o seu "estranho jeito de amar" e foi escolha minha estar sem ele, exatamente por esse motivo.
Onde está a influência? Simples. Antes de avaliar a situação, me peguei pensando na música e conseqüentemente na possibilidade de voltar e aceitar suas condições. Incoerente, eu sei. Mas a paixão é cega, e qualquer frase que nos soa nos faz esquecer o que passamos e o que sentimos ao passar. Uma canção agradável somada ao sentimento irracional instiga qualquer coração apaixonado. É aí que está a influência, quando somos dominados pela impulsão, e assim, contrariamos nosso pensamento racional".


Escrito em 25 de outubro de 2007.


segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Veríssimo e as mulheres! ;]

Origem feminina



Existem várias lendas sobre a origem da Mulher.

Uma diz que Deus pôs o primeiro homem a dormir, inaugurando assim a anestesia geral, tirou uma de suas costelas e com ela fez a primeira mulher. E que a primeira provação de Eva foi cuidar de Adão e agüentar o seu mau humor, enquanto ele convalescia da operação. Uma variante desta lenda diz que Deus, com seu prazo para a Criação estourado, fez o homem às pressas, pensando “Depois eu melhoro”, e mais tarde, com tempo, fez um homem mais bem-acabado, que chamou Mulher, que é “melhor” em aramaico.

Outra lenda diz que Deus fez a mulher primeiro, e caprichou nas suas formas, e aparou aqui e tirou dali, e com o que sobrou fez o homem só para não jogar barro fora.

Zeus teria arrancado a mulher de sua própria cabeça.

Alguns povos nórdicos cultivam o mito da Grande Ursa Olga, origem de todas as mulheres do mundo, o que explica o fato das mulheres se enrolarem periodicamente em pêlos de animais, cedendo a um incontrolável impulso atávico, nem que seja só para experimentar, na loja, e depois quase desmaiar com o preço.

Em certas tribos nômades do Meio Oriente ainda se acredita que a mulher foi, originariamente, um camelo, que na ânsia de servir seu mestre de todas as maneiras foi se transformando até adquirir sua forma atual.

No Extremo Oriente existe a lenda de que as mulheres caem do céu, já de kimono.

E em certas partes do Ocidente persiste a crença de que mulher se compra através dos classificados, podendo-se escolher idade, cor da pele e tipo de massagem.

Todas estas lendas, claro, têm pouco a ver com a verdade científica. Hoje se sabe que o Homem é o produto de um processo evolutivo que começou com a primeira ameba a sair do mar primevo, e é o descendente direto de uma linha específica de primatas, tendo passado por várias fases até atingir o seu estágio atual e aí encontrar a Mulher, que ninguém ainda sabe de onde veio.

É certamente ridículo pensar que as mulheres também descendem de macacos. A minha mãe, não!

Uma das teses mais aceitáveis sobre o papel da mulher na evolução do homem é a de que o primeiro encontro entre os dois se deu no período paleolítico, quando um homo-sapiens mas não muito, chamado, possivelmente, Ugh, saiu para caçar e avistou, sentado numa pedra, penteando os cabelos, um ser que lhe provocou o seguinte pensamento, em linguagem de hoje: "Isso é que é mulher e não aquilo que tenho na caverna". Ugh aproximou-se da mulher e, naquele seu jeitão, deu a entender que queria procriar com ela.”Agh maakgrom grom”, ou coisa parecida. A mulher olhou-o de cima a baixo e desatou a rir. É preciso lembrar que Ugh, embora fosse até bem apessoado pelos padrões da época, era pouco mais do que um animal aos olhos da mulher. Tinha a testa estreita e as mandíbulas pronunciadas e usava gordura de mamute nos cabelos. A mulher disse alguma coisa como “Você não se enxerga, não?” e afastou-se, enojada, deixando Ugh desolado. Antes dela desaparecer por completo, Ugh ainda gritou: "Espera uns 10 mil anos pra você ver!" e de volta à caverna exortou seus companheiros a aprimorarem o processo evolutivo.

Desde então, o objetivo da evolução do homem foi o de proporcionar um par à altura para a mulher, para que, vendo o casal, ninguém dissesse que ela só saía com ele pelo dinheiro, ou para espantar assaltantes.

Se não fosse por aquele encontro fortuito em alguma planície do mundo primitivo, o homem ainda seria o mesmo troglodita desleixado e sem ambição, interessado apenas em caçar e catar seus piolhos, e um fracasso social.


Mas de onde veio a primeira mulher, já que podemos descartar tanto a evolução quanto as fantasias religiosas e mitológicas sobre a criação? Inclino-me para a tese da origem extraterrena. A mulher viria (isto é pura especulação, claro) de outro planeta.

Venho observando-as durante anos - inclusive casei com uma, para poder estudá-las mais de perto - e julgo ter colecionado provas irrefutáveis de que elas não são deste mundo. Observei que elas não têm os mesmos instintos que nós, e volta e meia são surpreendidas em devaneio, como que captando ordens de outra galáxia, embora disfarcem e digam que só estavam pensando no jantar.

Têm uma lógica completamente diferente da nossa. Ultimamente têm tentado dissimular sua peculiaridade, assumindo atitudes masculinas e fazendo coisas - como dirigir grandes empresas e xingar a mãe do motorista ao lado - impensáveis há alguns anos, o que só aumenta a suspeita de que se trata de uma estratégia para camuflar nossas diferenças, que estavam começando a dar na vista.Quando comentamos o fato, nos acusam de ser machistas, presos a preconceitos e incapazes de reconhecer seus direitos, ou então roçam a nossa nuca com o nariz, dizendo coisas como “ioink, ioink” que nos deixam arrepiados e sem argumentos. Claramente combinaram isto. Estão sempre combinando maneiras novas de impedir que se descubra que são alienígenas e têm desígnios próprios para a nossa terra. É o que fazem, quando vão, todas juntas, ao banheiro, sabendo que não podemos ir atrás para ouvir.

Muitas vezes, mesmo na nossa presença, falam uma linguagem incompreensível que só elas entendem, obviamente um código para transmitir instruções do Planeta Mãe. E têm seus golpes baixos. Seus truques covardes. Seus olhos laser, claros ou profundamente escuros, suas bocas. Meu Deus, algumas até sardas no nariz. Seus seios, aqueles mísseis inteligentes. Aquela curva suave da coxa, quando está chegando no quadril, e a Convenção de Genebra não vê isso!

E as armas químicas - perfumes, loções, cremes. São de uma civilização superior, o que podem nossos tacapes contra os seus exércitos de encantos? Breve dominarão o mundo. Breve saberemos o que elas querem. Se depois de sair este artigo, eu for encontrado morto com sinais de ter sido carinhosamente asfixiado, como um sorriso, minha tese está certa. Se nada me acontecer, sinal de que a tese está certa, mas elas não temem mais o desmascaramento.

O que elas querem, afinal? Se a mulher realmente veio ao mundo para inspirar o homem a melhorar e ser digno dela, pode ter chegado à conclusão de que falhou, que este velho guerreiro nunca tomará jeito. Continuaremos a ser mulheres com defeito, uma experiência menor num planeta inferior. O que sugere a possibilidade de que, assim como veio, a mulher está pronta a partir, desiludida conosco. E se for isso que elas conspiram nos banheiros? A retirada? Seríamos abandonados à nossa própria estupidez. Elas levariam as suas filhas e nos deixariam com caras de Ugh.

Posso ver o fim da nossa espécie. Nossos melhores cientistas abandonando tudo e se dedicando a intermináveis testes com a costela, depois de desistir da mulher sintética. Tentando recriar a mágica da criação. Uma mulher, qualquer mulher, de qualquer jeito! Prometemos que desta vez não as decepcionaremos! Uma mulher! Como é que se faz uma mulher?


Luís Fernando Veríssimo